A tradicional educação para a saúde, e em particular a prevenção de comportamentos de risco, baseia-se no conhecido modelo biomédico (BM) de saúde, como meio do persuasão por parte de professores e/ou profissionais de saúde. Por sua vez, a mais vasta abordagem da promoção da saúde (HP) não se centra na doença, procurando promover hábitos de saúde saudáveis e capacitar as pessoas para tomadas de decisão saudáveis.
Especial atencão é dada à aprendizagem experiencial onde a ênfase é posta nas estratégias de ensino e aprendizagem que motivem a reflexão e consciencialização das questões de saúde por forma a que as pessoas possam assumir autonomia e adquirir competências para a tomada de decisões. Em vez de pôr as pessoas a seguirem um dado programa que lhes é apresentado (mudança de comportamento), o objectivo, ou melhor o desafio, é sobretudo melhorar a Literacia para a Saúde por forma a que as pessoas saibam fazer escolhas informadas e adquirir competências e confiança necessária para pôr em acção as suas próprias escolhas. Desta forma, os valores, as crenças e as atitudes são tidas em conta no processo pessoal de “empowerment” (capacitação) para eficazes tomadas de decisão saudável, não só para com a sua própria saúde mas também relevantes para conduzirem à criação de ambientes propícios à promoção de estilos de vida saudáveis para todos.Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) - LIBEC/CIFPEC - unidade de investigação 16/644European project FP6 Biohead-Citizen CIT2-CT-2004-506015