research

Mecanismos metafóricos e mecanismos cognitivos: provérbios e publicidade

Abstract

A categorização humana baseia-se num esquema cognitivo muito semelhante ao esquema do processo metafórico. Como o falante admite que os seus mecanismos cognitivos são idênticos aos dos outros falantes e que o "entendimento colectivo" espelha a soma dos "entendimentos individuais", facilmente admite e aceita que socialmente se instituam modelos (cristalizados, entre outras expressões fixas, nos provérbios) que proponham que uma determinada realidades deve ser metaforizada noutra. Quer as expressões fixas, quer os provérbios possuem uma enorme força semântica e pragmática. Acentuam a sensação de pertença de grupo, na medida em que funcionam como uma senha de reconhecimento dentro de uma língua e, sobretudo, dentro de uma mesma forma de ver e de conceber o mundo. Assim, reforçam a sensação de segurança, de protecção, porque nos fazem sentir inseridos em algo que nos é familiar e conhecido. Os provérbios e expressões fixas são, assim, não apenas fórmulas linguísticas estereotipadas, mas modelos colectivos a nível de percepção do mundo. Esta percepção colectiva serve às mil maravilhas a uma das actividades mais omnipresentes e mais lucrativas na nossa actual sociedade de informação: a publicidad

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