Partindo de uma mutação de fundo constatada no intervalo de uma década numa cadeia feminina portuguesa, focar-se-á os circuitos sociais contemporâneos pelos quais a prisão se tornou, a vários títulos, num mero prolongamento de territórios «excluídos» exteriores a ela. Tais circuitos desenham, na verdade, uma geografia da exclusão cuja especificidade se manifesta quer intra-muros, quer extra-muros, e tem implicações de relevo para a análise de ambos os universos.Wenner-Gren Foundation for Anthropological Research