Nas últimas décadas do século XX assistimos a mudanças significativas no âmbito da saúde reprodutiva. Um dos aspectos relevantes prendeu-se com a passagem do sexo sem procriação para a procriação sem sexo. Paralelamente, se antes a ida ao médico visava controlar a natalidade através de métodos anticoncepcionais, agora a grande preocupação é saber como controlar a infertilidade.
Existem actualmente vários serviços públicos e privados que possibilitam a milhares de homens e mulheres concretizarem um dos seus maiores sonhos, ou seja, o de terem um filho. Estes asseguram consultas de infertilidade e de Procriação Medicamente Assistida. Todavia, por vários motivos, estima-se que só uma baixa percentagem de casais procuram efectivamente estes serviços.
Estima-se que actualmente existam à escala mundial entre 10 a 15% de casais em situação de infertilidade. Em Portugal, a percentagem de casos deve ser similar, embora não exista informação que permita confirmar estas estimativas.
A presente comunicação centra-se na discussão do conceito de infertilidade e nos factores culturais que o guiam, assim como, na abordagem de alguns dados que existem à escala nacional sobre a problemática em questão.Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT)
Inserido no projecto POCTI/DEM/44483/200