Informações em: http://www.ipmuseus.pt/pt/lojas/P24629/TA.aspxA análise química de materiais cerâmicos arqueológicos revela-se, frequentemente, um auxiliar precioso para a investigação histórica e arqueológica.
Com efeito, pela análise química, pode-se estimar a proveniência dos fragmentos
encontrados em intervenções arqueológicas, ajudando a explicar circuitos de comercialização, rotas de abastecimento de matérias primas e locais de produção, por
exemplo. A determinação de proveniência é efectuada mediante comparação da composição química dos fragmentos com as composições químicas típicas de cerâmicas produzidas nos centros oláricos conhecidos. Tal comparação recorre a técnicas estatísticas apropriadas, com as quais é possível avaliar a probabilidade de
que um determinado fragmento tenha uma dada proveniência. Por outro lado, a análise dos vidrados de faianças permite identificar técnicas de fabrico, eventualmente características de cada centro ou fábrica, bem assim como a tipologia dos pigmentos
utilizados para decorar ou colorir as peças. Este tipo de informação pode ser também
de grande utilidade em investigação histórica, por permitir, de forma comparada,
avaliar a evolução técnica das nossas produções, ao longo dos anos.
Pretendeu-se, neste estudo, dar um primeiro contributo para o conhecimento químico das faianças portuguesas, determinando-se os padrões de composições de pastas e de vidrados, típicos em cada local estudado.
Para tal efeito, o estudo químico das faianças incidiu sobre 200 amostras arqueológicas, entregues por diversas instituições.Instituto Português de Museu