O leitor comum de Dunne passa por alto habitualmente a base
científica da sua teoria do tempo e sobrevaloriza os aspectos mais
impressionistas da mesma, como a utilização dos sonhos 5 e o método
de argumentação por regressão ao infinito. Esta interpretação injusta
da obra de Dunne é frequente. Qualquer teoria do tempo que se proponha
no século XX não pode contrariar nem violar a física e a
cosmologia científicas que se consideram verdadeiras depois de muitos
indícios experimentais. Dunne toma como base de argumentação
das suas teorias do tempo, dos observadores e da imortalidade a
relatividade de Einstein e a física quântica da primeira metade do
século XX