research

Categorização e diferenciação : a percepção do estatuto social de diferentes grupos étnicos em Portugal

Abstract

Este estudo teve como objectivo averiguar o estatuto social percebido e o estatuto numérico percebido de catorze ‘grupos étnicos’ na sociedade portuguesa. Desses catorze grupos, onze foram designados em função da origem nacional ou geográfica (angolanos, brasileiros, cabo-verdianos, ciganos, guineenses, indianos, macaenses, moçambicanos, portugueses, são-tomenses, e timorenses) e três foram designados em função da cor da pele (brancos, negros e mestiços). Este estudo foi realizado em diferentes zonas do país (Braga, Bragança, Porto, Lisboa, Évora e Faro). Os resultados permitiram verificar que, independentemente do sexo dos inquiridos e do local de recolha de dados, os ciganos constituem o grupo de menor estatuto social percebido na sociedade portuguesa, logo seguidos pelos cinco grupos oriundos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).The main propose of this study was to investigate the perceived social status and the perceived numeric status of fourteen ‘ethnic groups’ in Portuguese society. Eleven groups were named by their national or regional origin (Angolans, Brazilians, Cape-Verdians, Gypsies, Guineans, Indians, Macau-Chinese, Mozambicans, Portuguese, Natives of St. Tomé, and Natives of East Timor) and three were named by their skin colour (White, Black, Mulattoes). Data collection was conducted in different regions of the country (Braga, Bragança, Porto, Lisboa, Évora e Faro). Results showed that, independently of the sexe of the respondents and the local of data collection, Gypsies are the group with lower perceived social status in the Portuguese society, followed, by near, by the five groups of African origin (Angolans, Cape-Verdians, Guineans, Mozambicans, Natives of St. Tomé).Fundação Calouste Gulbenkian

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