research

Avicena e as ciências mistas

Abstract

Some of Aristotle’s texts (Physics II,2; Posterior Analytics I, 7, 9 and 13) mention some sciences (astronomy, harmony, optics and mechanics – the last one only in Posterior Analytics) in the context of the distinction between physics and mathematics (in Physics), the impossibility of using the demonstrations of one science in another one (metabasis) and the distinction between proofs of what and why (in Posterior Analytics). These texts allowed his commentators – especially the Arabic and Latin ones – to approach the epistemic status of such sciences. The present study seeks to examine how Avicenna – or more precisely, the Latin Avicenna – dealt with this issue in Liber primum naturalium, and what he would have added to Aristotle’s text. In this regard, it is possible to point out to the addition of at least two more sciences to Aristotle’s list (science of the spheres in motion and science of weights), a formal definition of this type of sciences, implying their mixed nature (Avicenna refers to astronomy): “this science is as if it were mixed from the natural and the disciplinary [mathematics] ones. As the pure disciplinary one is abstract, in no way in matter, and this one is as if inserting the abstract one in designated [determined] matter”. It is also noteworthy a terminology that cannot be found in Aristotle’s text: “mixed science” – in the Arabic text, “participating” (mushtarak) or “compounded” (murakkab) science -, “pure and inserted science”, “abstraction”.Algunos textos de Aristóteles (Física II,2; Segundos Analíticos I,7,9 y 13) mencionan ciertas ciencias (astronomía, armónica, óptica y mecánica - esta última a penas en los Segundos Analíticos) a propósito de la distinción entre física y matemática (Física), de la imposibilidad de usar demostraciones de una ciencia en otra (metábase) y de la distinción entre una prueba de qué y de por qué (Segundos Analíticos). Estos textos indujeron a los comentaristas, especialmente árabes y latinos, a ocuparse de la situación epistémica de estas ciencias. En esta comunicación, se pretende examinar como Avicena - más precisamente, el Avicena latino - trata este tópico en Liber primus naturalium, y aquello que adiciona al texto de Aristóteles. En este sentido, es posible indicar la adición de dos ciencias más en la lista de Aristóteles (la ciencia de las esferas en movimiento y la ciencia de los pesos), una definición formal de este tipo de ciencias, como si implicando su carácter misxto (Avicena se refiere a la astronomía): "esta ciencia es como si fuera mixta de la natural y de la disciplinar [matemática]. Visto que la disciplinar pura es abstracta, de ningún modo en la materia, y ésta es como que insertando esta abstracta en la materia designada [determinada]". Obsérvese también terminología que no se encuentra en el texto de Aristóteles: "ciencia mixta" - en el texto árabe ciencia "participante" (mushtarak) o "compuesta" (murakkab)-, "ciencia pura e insertada", "abstracción".Alguns textos de Aristóteles (Física II, 2; Segundos Analíticos I, 7, 9 e 13) mencionam certas ciências (astronomia, harmônica, ótica e mecânica, esta última apenas nos Segundos Analíticos) a propósito da distinção entre física e matemática (na Física), da impossibilidade de usar demonstrações de uma ciência em outra (metábase) e da distinção entre uma prova de quê e de por quê (nos Segundos Analíticos). Estas passagens deram ocasião a que seus comentadores, sobretudo árabes e latinos, se ocupassem com a situação epistêmica de tais ciências. Pretende-se nesta comunicação examinar como Avicena, ou mais precisamente o Avicena Latino, trata deste tópico no Liber primus naturalium e o que acrescentaria ao texto de Aristóteles. Seria possível, quanto a isto indicar pelo menos o acréscimo de mais duas ciências à lista de Aristóteles (ciência das esferas em movimento e ciência dos pesos), uma definição formal deste tipo de ciências, como implicando seu caráter misto (Avicena está falando da astronomia): “esta ciência é como que se fosse mista da natural e da disciplinar [matemática]. Visto que a disciplinar pura é abstrata, de modo nenhum na matéria, e esta é como que inserindo esta abstrata na matéria designada [determinada]”. Note-se também uma terminologia não encontrada no texto de Aristóteles: “ciência mista” – no texto árabe ciência “participante” (mushtarak) ou “composta” (murakkab) –, “ciência pura e inserida”, “abstração”

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