Fontes de fósforo na alimentação animal : revisão de literatura

Abstract

Trabalho de Conclusão de Curso (graduação)—Universidade de Brasília, Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária, Curso de Agronomia, 2018.O fósforo vem sendo estudado não somente pela sua importância econômica, mas também devido a sua importância ambiental, visto que o fósforo ingerido e não aproveitado pelo animal possui potencial poluidor do solo, lençóis freáticos e águas de superfície, sendo importante o uso de fonte de fósforo de alta biodisponibilidade. O foco das pesquisas de exigências de minerais na última década está relacionado com a biodisponibilidade e a excreção no ambiente. O objetivo desta revisão de literatura foi abordar alguns temas relevantes em relação ao uso de fontes de fósforo na alimentação animal com foco em questões nutricionais e legais. O fósforo, segundo mineral mais abundante no organismo dos animais, exerce papel fundamental na formação e mineralização da matriz orgânica óssea, bem como, na manutenção dos ossos. O fósforo desempenha papel metabólico vital e tem mais funções fisiológicas do que qualquer outro mineral. a deficiência de fósforo é responsável pela baixa produtividade do rebanho bovino nacional, pois além de afetar negativamente o crescimento dos animais, a ingestão inadequada de fósforo tem sido associada à diminuição da taxa de fertilidade, consumo de ração, produção de leite, diminuição da atividade ovariana, atraso na maturidade sexual e baixas taxas de concepção. As fontes de fósforo inorgânico comumente encontradas no Brasil são: ácido fosfórico (24% P), fosfato bicálcico (18,5% P), fosfato de rocha (9% P), fosfato de rocha defluorinado (18% P), fosfato diamônico (20-23% P), fosfato dissódico (20,5% P), fosfato monocálcico (21% P), fosfato monosódico (22,4% P), trifosfato de sódio (25,3% P), fosfato supertriplo (17,5% P), fosfato monoamônico (21% P) e fosfato termomagnésio (7,5% P). Nenhum composto fosfatado apresenta o fósforo completamente disponível e a forma química da fonte mineral é muito importante, pois dependendo da solubilidade intestinal da fonte mineral, haverá maior ou menor disponibilidade para absorção e interação com outras substâncias presentes na digesta, além de maior ou menor excreção para o ambiente. Dentre as principais preocupações em relação à utilização de fontes alternativas de fósforo na alimentação animal estão o conteúdo de flúor e a presença de metais pesados, pois são responsáveis por efeitos tóxicos aos animais e níveis de resíduos no produto final, respectivamente. Do ponto de vista legal, o uso dos fosfatos de rocha na alimentação animal é regido pela normativa apresentada acima. No entanto, apesar de explicitar a permissão de uso do fosfato de rocha, a mesma apresenta restrições ao seu uso na alimentação animal

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