Ideação suicida e saúde coletiva no Brasil: pesquisa exploratória e elucubrações acerca do profissional sanitarista na prevenção de comportamentos suicidas

Abstract

O suicídio – ato deliberado por um ser contra a si mesmo, cuja finalidade é a extirpação de sua própria existência – constitui-se como grave problema de saúde pública no mundo. Nessa perspectiva, a Organização Mundial de Saúde (OMS), através do Plano de Ação para Saúde Mental (2013 – 2020), firmou um acordo com 177 países, no qual o Brasil é signatário, para redução das taxas de suicídio. Assim sendo, é fundamental conhecer as alternativas capazes de reduzir as taxas de mortalidade deste. Para tal, faz-se imperioso compreender que existem comportamentos suicidas, que permeiam o indivíduo antes do ato suicida propriamente dito. No tocante a este trabalho, destaca-se em especial a ideação suicida, uma vez que a diminuição da mortalidade de suicídio dar-se-á em primeira instância pela diminuição da morbidade dos comportamentos suicidas – ideação e tentativa. Não obstante, através da revisão bibliográfica no corte temporal de vinte anos (1998 – 2018), busca-se aproximar essa discussão do campo de estudos da Saúde Coletiva e do profissional sanitarista. Os resultados indicam quatro abordagens sobre a ideação suicida: tentativa de delineamento teórico-conceitual; fatores de risco e proteção associados; instrumentos de detecção; manejo clínico, níveis de ideação e redes de atenção. Por fim, são evidenciados pontos cruciais de semelhanças e disparidades encontradas nos estudos e em quais aspectos possuem ou não articulação com a hipótese e os objetivos levantados

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