O uso do radar de penetração no solo (GPR) no parque paleontológico de São José de Itaboraí, Itaboraí - RJ

Abstract

Este trabalho apresenta um levantamento geofísico utilizando o método de Radar de Penetração de Solo (GPR) no Parque Paleontológico de São José do Itaboraí, Itaboraí - RJ. As linhas de aquisição foram obtidas na borda noroeste da bacia, próximas ao poço 2-ITAB-1-RJ. O método GPR foi utilizado em terreno formado por carbonatos, a fim de ser observada a resposta quanto à propagação das ondas eletromagnéticas de altas frequências nesse meio. O equipamento utilizado possuí antenas transmissoras e receptoras no qual a onda é emitida para o meio, onde ao encontrar contraste de permissividade dielétrica nas camadas este retornará superfície onde será registrado, permitindo que se estimem as profundidades das interfaces refletoras, desde que seja conhecida a velocidade de propagação das ondas no meio. O equipamento de GPR utilizado na aquisição foi o modelo TerraSIRch SIR-3000 com antenas 3200 MLF de frequência em 35 MHz com alcance de 40 metros de profundidade, também na mesma área, se utilizou o equipamento modelo GSSI SIR-2000 com antena modelo 5106/A de frequência em 200 MHz, com uma penetração de 9 m. Após a aquisição de dados as linhas foram processadas para remoção de ruídos e interpretadas no programa ReflexW. O estudo apresentou relativa correlação entre as seções radargramas geradas pelas duas antenas com o perfil descrito do poço 2-ITAB-1-RJ. Pode se concluir que em estudos em carbonatos com algumas interfaces que variam com presença de carbonato, areia e aterro, verificadas em seções estratigráficas podem ser diferenciadas ou não, pelo método geofísico utilizado, como no caso eletromagnético

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