CARACTERISTICAS SOCIODEMOGRÁFICAS E CLÍNICAS DE MULHERES COM HANSENÍASE EM UM MUNICÍPIO HIPERENDÊMICO BRASILEIRO

Abstract

Objetivo: descrever o perfil sociodemográfico e clínico de mulheres com hanseníase. Método: estudo descritivo com abordagem quantitativa desenvolvido com 170 mulheres sob tratamento para hanseníase. Resultados: observou-se uma predominância de mulheres com idade de 36 a 45 anos (25,3%), com ensino médio completo (35,9%), com renda familiar de um salário mínimo (62,9%) e casadas (48,8%). A forma clínica mais frequente da hanseníase foi a dimorfa (57,6%), com tempo de tratamento entre quatro a seis meses (30,6%). Do total, 38,2% mulheres apresentaram algum tipo de reação hansênica sendo predominante a reação tipo 1 (55,4%). Verificou-se 22,4% mulheres com algum grau de incapacidade e, destas, 17,1% tinham incapacidades de grau 1. Conclusão: idade inferior a 45 anos, baixa escolaridade e baixa renda foram as características predominantes em uma amostra de mulheres com hanseníase. A presença de incapacidades físicas alerta para uma maior vulnerabilidade dessas mulheres e para a necessidade de intervenções.Descritores: Hanseníase; Mulheres; Perfil de Saúd

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