O presente artigo discute a presença de povos e comunidades tradicionais no Sertão de Itaparica, onde há, desde os anos 2004, um forte processo de emergência étnica e múltiplos processos de mobilização em torno de projetos de desenvolvimento que não agregam os interesses de povos e comunidades tradicionais, especialmente no município de Itacuruba, localizado às margens do rio São Francisco. A percepção do que entendemos por tempo e o que é compreendido como tradição, nesse processo, considerado recente cronologicamente, é parte necessária para compreensão da questão. Essas categorias ganham, em contextos específicos, como de povos e comunidades tradicionais que passam a reivindicar territórios tradicionais, significados outros que convergem para seus interesses, necessidades e demandas