Universidade de São Paulo. Escola de Comunicações e Artes
Doi
Abstract
O pífano e o barro estão muito presentes em Caruaru. O primeiro, relacionado com as festas juninas e o forró. O segundo, pela difusão que recebeu através de Vitalino. Este era artesão e pifeiro. Para continuar o legado do Mestre, sua família, junto com João do Pife, fundou a Zabumba Mestre Vitalino. Este artigo tem como objetivo compreender como acontece a construção identitária que relaciona a sonoridade do pífano com a produção da arte figurativa do barro no Alto do Moura, com foco na Zabumba Mestre Vitalino. Entrevistamos alguns membros da família de Vitalino e observamos momentos em que a Zabumba tocou, pois a música é constituída pelo ambiente no qual está inserida. Desta maneira, utilizamos a Etnomusicologia e os Estudos Culturais como aporte teórico. A maior parte das informações foi obtida durante o trabalho de campo realizado para o “Inventário do ofício dos artesãos e artesãs do barro do Alto do Moura – Caruaru – PE”The pífano and the clay are present in Caruaru. The first, related to the June parties and the forró. The second for diffusion it received through Vitalino. Vitalino was artisan and pifeiro. To continue Master's legacy, Vitalino’s family, together with João do Pife, founded the Zabumba Mestre Vitalino. This paper aims to understand how happens the identity construction that relates the pífano sound with the production of figurative art of clay in Alto do Moura, focusing on Zabumba Mestre Vitalino. We interviewed some members Vitalino’s family, and we observed moments when Zabumba played, because the music is constituted by the environment in which it is inserted. In this way we use Ethnomusicology and Cultural Studies as theoretical contribution. Most of the information was obtained during the fieldwork done for the “Inventory of craft of artisan of clay of Alto do Moura – Caruaru – PE”