Este artigo responde a dois questionamentos: 1) o processo de integração
regional no Mercosul, desde seu lançamento com o Tratado de Assunção
(1991), contribuiu para reduzir as desigualdades no ingresso per capita entre
os países da região?, 2) ocorreu convergência por meio do comércio intrazona?
Para responder a essas perguntas, foi necessário revisar o referencial teórico da
integração e buscar explicações que justificassem o processo de integração no
Mercosul sob o esquema de união alfandegária e sua vinculação com a convergência.
Entende-se a integração como um processo econômico influenciado
pelas estruturas produtivas dos países e cujo padrão de comércio responde à
designação de verbas da estrutura setorial da produção. Com base no modelo
por efeitos fixos, foi observado que as regressões não demonstram existência
β-convergência no PIB per capita do conjunto de países. Além disso, foi estimado
um modelo em que foram incluídos o índice de abertura global e o índice de
abertura intrarregional. Os resultados não revelam presença β-convergência
condicional para o conjunto de países. Pode-se concluir que o Mercosul não
favoreceu o crescimento dos países em termos de PIB per capita.Este artículo responde a dos cuestionamientos: a) ¿el proceso de integración
regional en el Mercosur, desde su lanzamiento con el Tratado de
Asunción (1991), ha contribuido a la reducción de las disparidades en el
ingreso per cápita entre los países de la región?, b) ¿se ha dado convergencia
vía el comercio intrazona? Para responderlos, fue necesario revisar el marco
teórico de la integración y buscar explicaciones que justificaran el proceso de
integración en el Mercosur bajo el esquema de unión aduanera y su vinculación
con la convergencia. Se entiende la integración como un proceso económico
influenciado por las estructuras productivas de los países y cuyo patrón de
comercio responde a la asignación de recursos de la estructura sectorial de la
producción. Utilizando el modelo por efectos fijos, se observó que las regresiones
no evidencian existencia de β-convergencia en el PIB per cápita del conjunto
de países. Adicionalmente, se estimó un modelo en el que se incluye el índice
de apertura global y el índice de apertura intrarregional. Los resultados no revelan
presencia de β-convergencia condicional para el conjunto de países. Se
puede concluir que el Mercosur no ha favorecido el crecimiento de los países
en términos de PIB per cápita.This article seeks to answer two questions: Has the process of regional
integration in Mercosur since its launch with the Treaty of Asunción (1991)
contributed to reducing disparities in per capita income among countries in
the region? Has there been convergence via intra-zone trade? To do this, it
was necessary to review the theoretical framework of integration and to seek explanations that would justify the Mercosur integration process under the
customs union scheme and its link with convergence. Integration is understood
here as an economic process influenced by the productive structures
of countries, whose pattern of trade responds to the allocation of resources
of the sectoral structure of production. Using the fixed effects model, it was
observed that regressions do not show the existence of β-convergence in the
GDP per capita of the set of countries. Additionally, a model was estimated
based on the global open data index and intra-regional openness index. The
results do not reveal conditional β-convergence for the set of countries. The
paper concludes that Mercosur has not favored the growth of countries in
terms of GDP per capita