Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Doi
Abstract
O artigo analisa, do ponto de vista etnográfico, como as políticas públicas de HIV / aids são desenvolvidas em um município do primeiro cordão populacional do nordeste da Gran Buenos Aires (Argentina). Atendemos especificamente ao que os profissionais do Programa Municipal de Prevenção e Assistência chamam de "contatos e redes de amizade" e sua relação com as respostas locais à epidemia. Contamos com a reconstrução e análise de entrevistas, observações, conversas e interações cotidianas com profissionais cadastrados entre 2016 e 2018. A partir da análise, percebe-se que as relações pessoais são um componente central nas políticas de saúde de resposta ao HIV/AIDS no município , estabelecendo e mantendo condições particulares de atenção e gestão da epidemia.This article analyzes, from an ethnographic scope, the ways in which HIV/Aids policies are developed in a municipality located in the northeast of Gran Buenos Aires (Argentina). It focuses specifically on what the professionals from the Municipal Program for HIV/Aids Assistance and Prevention call “contacts and friendship networks” and its relation to local responses given to the epidemic. It is based on the reconstruction and analysis of interviews, observations, conversations and quotidian interactions with the professionals registered between 2016 and 2018. From this analysis we convey that personal relationships are a central component of HIV/Aids related sanitary policies in this municipality, and that they establish and maintain particular conditions for HIV/Aids epidemic management and healthcare.El artículo analiza, desde una mirada etnográfica, los modos en que las políticas públicas de VIH/Sida se desarrollan en un municipio del primer cordón poblacional del noroeste del Gran Buenos Aires (Argentina). Atendemos específicamente a lo que los profesionales del Programa Municipal de Prevención y Asistencia denominan “contactos y redes de amistad” y su relación con las respuestas locales a la epidemia. Nos basamos en la reconstrucción y análisis de entrevistas, observaciones, conversaciones e interacciones cotidianas con los profesionales registradas entre 2016 y 2018. Del análisis se desprende que las relaciones personales constituyen un componente central en las políticas sanitarias de respuesta al VIH/Sida dentro del municipio, instaurando y manteniendo condiciones particulares para la atención y la gestión de la epidemia