Kin discrimination in cannibalistic tadpoles of the Green Poison Frog, Dendrobates auratus (Anura, Dendrobatidae)

Abstract

O consumo de indivíduos aparentados pode reduzir a aptidão inclusiva do canibal. Assim, mecanismos que permitam que um girino reconheça seus relativos e modifique seu comportamento pode reduzir os custos do canibalismo. Alternativamente, fatores ecológicos podem tornar o tratamento preferencial dos relativos custoso demais para que seja favorecido pela seleção natural. Testamos essas duas previsões no dendrobatídeo Dendrobates auratus. O efeito do parentesco sobre o canibalismo larval foi examinado por meio de uma série de tentativas de discriminação de parentes. Observamos o comportamento de girinos de grande porte diante de dois girinos menores imobilizados, um irmão e outro não-aparentado. Nesses testes de apresentação simultânea, os girinos mostraram uma preferência significativa por atacar irmãos. Em outra série de tentativas, pares de girinos de tamanhos diferentes foram colocados juntos em aquários. A maioria dos girinos de grande porte (70%) consumiu o girino menor em menos de 24 horas. O parentesco não afetou o tempo de sobrevivência do girino pequeno. Nossos resultados são consistentes com as observações de que D. auratus é um predador indiscriminado. Como os co-específicos podem ser fortes competidores, sua eliminação rápida poderia ser vantajosa, particularmente nas pequenas poças pobres em nutrientes utilizadas por essa espécie.Cannibalizing a related individual can reduce the inclusive fitness of the cannibal. Hence, mechanisms that allow a tadpole to recognize and modify its behavior toward kin may reduce the inclusive fitness costs of cannibalism. Alternatively, ecological factors may cause preferential treatment of kin to be too costly to be favored by selection. We tested these two predictions in the Green Poison Frog, Dendrobates auratus. The effect of kinship on larval cannibalism was examined through a series of kin-discrimination trials. The behavior of large tadpoles was observed when presented with two small, tethered tadpoles, one a clutchmate and one an unrelated tadpole. In these simultaneous presentation tests, tadpoles displayed a significant preference for attacking kin. In a series of timed trials, pairs of unequally sized tadpoles were placed together in containers. The majority (70%) of large tadpoles took less than 24 hr to consume the small tadpole. Kinship did not affect the survival time of the small tadpole. Our results are consistent with observations that D. auratus is an indiscriminate predator. As conspecifics may be serious competitors, their swift elimination would be an advantage, particularly in the small, nutrient-poor pools used by this species

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