A cidade de Maringá, PR, abrange três parques ecológicos (Parque do Ingá, Bosque II e Horto Florestal) separadas por avenidas, ruas, comércio e residências. A construção de estradas e rodovias promove a fragmentação de habitats e entre muitas consequências, favorece ao atropelamento da fauna silvestre. Os animais que habitam os parques são nativos da floresta original e se encontram livres dificultando o acesso aos mesmos. Por diversos motivos, alguns animais vão para o entorno dos parques e acabam sendo atropelados. O objetivo deste trabalho foi identificar a fauna parasitária de animais silvestres atropelados. Três animais vítimas fatais de atropelamento, dois macacos-prego (Sapajus nigritus) e um sagui-de-tufo-branco (Callithrix jacchus), foram recolhidos do entorno da floresta urbana conhecida como Bosque II pelo Centro de Controle de Zoonoses e encaminhados ao Laboratório de Patologia Veterinária do Centro Universitário Ingá – UNINGÁ no ano de 2018 para necropsia e coleta de material. Foram encontrados cinco nemátodas somente nos macacos-prego, sendo quatro pertencentes ao gênero Physaloptera sp., parasitando estômago, e um da Família Strongylidae parasitando intestino grosso. Pesquisas envolvendo parasitos de animais silvestres são importantes para o conhecimento da fauna regional e estudo sanitário de populações, sendo que vários parasitos são importantes causadores de zoonoses. Esta é a primeira ocorrência de parasitos do gênero Physaloptera sp. e Família Strongylidae na cidade de Maringá