ACORDEI COM VAMPYROTEUTHIS INFERNALIS: refletido nas figuras de Edgar Franco

Abstract

A fábula filosófica Vampyroteuthis infernalis (1987), de Vilém Flusser, e os desenhos poéticos e filosóficos em Aurora biocibertecnológica (2004), de Edgar Franco, fazem convergir reflexões acerca da existência humana, por essa razão, resolvi convocá-los ao diálogo; não há nada que infrinja as suas integridades ficcionais, filosóficas e poéticas, ou que entrave essa troca de ideias. As obras citadas aqui são recortes, pars pro toto (partes pelo todo), expressão de Roman Jakobson (1975, p.14), usada em linguagem de cinema acerca de uma personagem, a qual se pode chamar: “corcunda, narigão, ou então corcunda narigudo”, o uso dos termos depende do enquadramento da pessoa (de costas, de frente, ou de perfil). Assim, a nossa, e minha, leitura irá valorizar um único ator e seu sósia: o humano e o não humano (ou pós-humano), extraídos de esquadros avulsos formulados pelos dois autores, em suas fábulas e monstros, tudo isso sem descolar filigranas de sentidos ou sem-sentidos da vida humana.

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