Comumente se faz a distinção entre "linguística diacrônica" e "linguística histórica", na qual a primeira apenas manejaria os dados linguísticos estruturais e a segunda incluiria a questão social (efetivamente histórica) na explicação da mudança linguística. O modelo gerativista, por ser uma teoria mentalista, tem sido classificada como uma teoria associal (portanto diacrônica) da mudança linguística. O objetivo deste artigo é justamente mostrar que, quando o modelo gerativista passa a se preocupar com a mudança linguística e assume a aquisição da linguagem como o lugar central da mudança linguística, automaticamente se enquadra como um modelo social e histórico da mudança linguística, devendo necessariamente estar incluído no que se chama "linguística histórica". DOI: https://doi.org/10.47295/mren.v8i2.189