A produção literária de autoria feminina, ao longo da história social brasileira, em grande parte
foi relegada, pelo discurso da crítica essencialista, a uma condição “periférica.” Em face dessa postura hegemônica,
as escritoras paraenses, apesar de expressiva produção autoral em livros e periódicos, têm se defrontado
com muitas dificuldades para que suas obras circulem nos espaços de formação de leitores e leitoras,
sobretudo, nas instâncias universitária e escolar. Neste sentido, à luz da crítica feminista e de investigações
realizadas no âmbito do Grupo de Estudos e Pesquisas “Eneida de Moraes” sobre Mulher e Relações de
Gênero (GEPEM/UFPA- Brasil), nesse artigo são abordados aspectos culturalmente institucionalizados
que têm, no contexto amazônico, marginalizado a escritura das literatas paraensesLa producción literaria de autoría femenina, a lo largo de la historia social brasileña, quedó relegada
en gran medida a una condición “periférica” por el discurso de la crítica esencialista. Frente a esta
postura hegemónica, las escritoras de Pará, a pesar de la importante producción en libros y periódicos, han
tenido muchas dificultades para que sus obras circulen en los espacios de formación de lectores/lectoras, sobre
todo en las Universidades y en La educación secundaria. En este sentido, al amparo de la crítica feminista
y de las investigaciones llevadas a cabo por el Grupo de Estudios e Investigación “Eneida de Moraes” sobre
las Mujeres y Relaciones de Género (UFPA/GEPEM-Brasil), en este artículo, abordaremos los aspectos
culturales institucionalizados, que han marginalizado la escritura de estas literatas del contexto amazónicoThe literary production of female authorship throughout social-Brazilian history was largely relegated
by the discourse of essentialist critique to a “peripheral” condition. In the face of this hegemonic position,
female writers, despite expressive authorial production in books and periodicals, have faced many difficulties
to circulate their works in the spaces of formation of readers, mainly, in the university and scholastic instances.
In this regard, in the light of feminist criticism and research carried out within the framework of the “Eneida
de Moraes” Study Group on Women and Gender Relations (GEPEM / UFPA- Brazil), this article approaches
culturally-institutionalized aspects that, in the Amazonian context, have been marginalizing the writings of
Pará’s female literate