Entre 1930 e 1960 a tuberculose, sob todas as suas
formas, era a enfermidade que mais vítimas fazia em Pelotas
(RS), chegando a acometer 1/3 de sua população. Esta situação
não era específica da cidade, ocorrendo em várias outras regiões
do Brasil e do mundo. Embora tenha sido um período
extremamente importante para o tratamento da moléstia, com
um grande avanço na terapêutica, a maioria dos doentes não
conseguiu se beneficiar dos resultados trazidos pelas novas
pesquisas e pela expansão do atendimento hospitalar. O
presente artigo pretende analisar depoimentos de pessoas que
tiveram envolvimento com a doença: familiares, médicos e uma
visitadora sanitária. Neste sentido, além da pesquisa
documental, trabalha-se com a metodologia da história oral
temática, a qual será aqui priorizad