A podridão do colmo, causada por Colletotrichum graminicola, é uma das doenças mais severas na cultura do milho no Brasil. A melhor alternativa para o controle da doença é a utilização de cultivares resistentes. Neste trabalho objetivou-se avaliar a incidência de podridão de colmo em híbridos de milho. Foram avaliados 18 híbridos, em três ensaios conduzidos em 2005, 2006 e 2007, na área experimental da Embrapa Milho e Sorgo. Em cada parcela foram coletados fragmentos de colmo de três plantas, sendo: o segundo entrenó acima do solo, o entrenó de inserção da espiga e o entrenó localizado abaixo do pendão. Quatro fragmentos de cada parte foram desinfestados e transferidos para placas de Petri contendo meio de farinha de aveia - ágar. As placas foram mantidas em câmara de incubação sob luz fluorescente contínua à 25 ºC, seguindo-se a identificação e a quantificação do patógeno após três a quatro dias de incubação. As menores incidências (abaixo de 30%) foram observadas nos híbridos BR201 e BR206 e a maior incidência (acima de 60%), detectada no híbrido BRS1010. O patógeno foi detectado em todos os segmentos do colmo analisados, predominando, entretanto, no terço médio superior das plantas. Apesar da variação observada entre os genótipos quanto à incidência da antracnose no colmo, nenhum híbrido pôde ser considerado como altamente resistente ao patógeno.bitstream/item/26848/1/Bol-27.pd