A produção nacional da seringueira vem contribuindo com apenas 0,95% da produção global de borracha natural, gerando a necessidade da importação de cerca de 66% para o consumo interno. Visando recuperar sua posição de destaque ou mesmo minimizar os volumes de importação, torna-se necessário expandir os plantios racionais e elevar sua produtividade. A seringueira pode ser considerada também como uma alternativa viável para a diminuição dos atuais problemas socioeconômicos e ambientais, por se tratar de uma cultura adequada a pequenos e médios produtores e que poderá contribuir com o sequestro de carbono. Este trabalho teve o objetivo de estimar o carbono orgânico estocado na fitomassa do clone IAN 873 da seringueira em solos da Região da Zona da Mata de Minas Gerais. O estudo foi realizado em Oratórios-Minas Gerais, onde determinou-se a biomassa por meio do método direto e destrutivo em árvores localizadas no terço superior, médio e inferior da encosta. A seleção das árvores foi baseada no perímetro médio representativo do caule, à altura de 1,30m. O levantamento do solo permitiu identificar o Latossolo presente no terço superior e médio e o Argissolo no terço inferior da encosta. Os resultados mostram que eles são ácidos, com baixos teores de carbono e capacidade de troca catiônica. A densidade aparente nos Latossolos diminui em profundidade, enquanto aumenta nos Argissolos. A maior quantidade de carbono encontra-se estocada nos galhos grossos, representando 57,5% do carbono total da parte aérea. O carbono orgânico da parte aérea totalizou, em média, 105,4kg árvore-1 e 52700kg ha.-1bitstream/CNPS/11591/1/clone_seringueira_ian_873.pd