Este artigo se debruça sobre três traduções do poema “Israfel”, de Edgar Allan Poe: a de Mallarmé, a de Artaud e a de Herberto Helder. Assim como o poema de Poe antecipa em versos as considerações sobre poesia que ele irá formular no ensaio “O princípio poético”, as traduções também funcionam de algum modo como enunciação da poética dos autores em questão. Cabe assinalar os procedimentos tradutórios de cada um dos poetas, ressaltando o sentido da musicalidade para Mallarmé, a tradução transgressora de Artaud e a tradução da tradução, a partir da versão de Artaud, feita por Herberto Helder