Procuramos, ao longo deste texto, expor e problematizar alguns dos muitos aspectos da avaliação em artes, particularmente em educação musical. Para isso, nos amparamos em conceituações e reflexões provindas de autores de diversos campos, como Luigi Pareyson, Teixeira Coelho, João-Francisco Duarte Júnior e Keith Swanwick. Ressaltamos a necessidade da explicitação do caráter simbólico de toda avaliação, muitas vezes empobrecido pelo imperativo institucional de quantificação de processos e produtos. A partir de considerações sobre a proposta avaliativa de Swanwick, fundamentada na “Teoria Espiral de Desenvolvimento Musical”, a avaliação musical é entendida como uma constante busca por metáforas que transformam experiências ordinárias em experiências artísticas e significativas