Trabalho de Conclusão de Curso (graduação)—Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Departamento de Enfermagem, 2017.Introdução: A necessidade de submissão a operações por distúrbios do sistema
urinário ou intestinal é ou já foi realidade para muitas mulheres em idade fértil. As
principais causas desses distúrbios são doenças inflamatórias do intestino, más
formações congênitas ou outros eventos com mau prognóstico. A literatura
especializada alega que mulheres com estomias geralmente não têm a oportunidade
de discutir dúvidas e experiências relacionadas à gestação, trabalho de parto e parto
com outras mulheres que tiveram essas vivências. Há, apesar de algumas
dificuldades apresentadas, evidências de que mulheres estomizadas que gestaram
vivenciaram esse momento do ciclo vital com saúde e bem-estar.
Objetivos: Identificar estudos que relatem situações e cuidados vivenciados por
mulheres com estomia, na ocorrência de gestação e seu desenvolvimento; Identificar
problemas e potencialidades das mulheres estomizadas que vivenciaram o ciclo
gravídico-puerperal; Compreender a atuação da equipe de enfermagem em tais
situações. Método: Revisão integrativa da literatura durante o mês de março de
2016 e setembro de 2017, nas bases de dados Cumulative Index to Nursing & Allied
Health Literature (CINAHL), Literatura Latino-Americana e do Caribe e em Ciências
da Saúde (LILACS) e Base de Dados de Enfermagem (BDENF). A composição da
amostra seguiu os critérios de inclusão: artigos originais, nos idiomas português,
inglês ou espanhol, com texto disponível gratuitamente e sem limite de data.
Resultados: Dois artigos preencheram os requisitos da revisão. As autoras
consultadas trazem que existem complicações relacionadas à presença da estomia,
algumas sendo auto-resolutivas e outras demandando atenção especializada; e dão
atenção especial ao manejo de sinais e sintomas, orientação antecipatória e
importância de estimular o autocuidado. Considerações finas: A literatura sobre o
assunto é escassa. As autoras dos artigos consultados afirmam que é possível
gestar e parir de forma saudável, sendo uma mulher estomizada