Determinados açúcares de adição dos alimentos industrializados são alvos de estudos que relacionam o seu consumo excessivo com o aumento da obesidade e comorbidades associadas como o diabetes, câncer, dislipidemia e aterosclerose. A identificação da quantidade dessa modalidade de açúcares na composição dos alimentos e impacto na saúde humana decorrentes do consumo excessivo constituem informações fundamentais para a promoção da saúde e da segurança alimentar e nutricional. A frutose é comumente encontrada como um componente natural em determinados alimentos ou como um ingrediente adicional (como a sacarose e xarope de milho rico em frutose). O consumo de frutose aumentou drasticamente nas últimas 4 décadas, devido ao seu uso generalizado em muitos alimentos e bebidas (frutas enlatadas, geleias, doces em pasta, bolos, pudins, tabletes, pó para bebidas, refrigerantes). Pesquisas sobre o excesso de peso vêm sugerindo que o alto consumo de frutose poderia estar relacionado ao desenvolvimento da síndrome metabólica. Acervos de estudos consideram que a ingestão elevada de frutose pode induzir a alterações do metabolismo, como o aumento de triglicérides, resistência insulínica e esteatose hepática. Porém, esses resultados não são conclusivos. Pesquisas envolvendo intervenções de longo prazo e nas quais sejam empregadas quantidades de açúcares normalmente ingeridas pelos indivíduos são necessárias e podem preencher a lacuna de informações sobre o tema. Políticas públicas poderiam contribuir para a definição e monitoramento visando limitar o consumo dos alimentos ricos em açúcares de adição. Para a população devem ser fornecidos subsídios para que realizem escolhas alimentares mais saudáveis, o que contribuiria para o alcance da segurança alimentar e nutricional