O objetivo desse artigo é analisar o papel do Estado e das elites locais na constituição de uma rede de assistência à saúde na Bahia, Brasil, durante o Império até a Primeira República. Pretendemos demonstrar que o combate às doenças epidêmicas que assolavam a Bahia constituiu-se na principal motivação das ações de saúde empreendidas pelos poderes públicos, do início do século XIX até as duas primeiras décadas do século XX. A reflexão aqui proposta se apóia em leque variado de fontes primárias -mensagens de presidentes da província e governadores, a legislação produzida na época, os relatórios de engenheiros e médicos (inspetores sanitários, conselheiros, etc.), dentre outras. Procuramos também dialogar com a sociologia, com textos historiográficos sobre o Brasil e a Bahia, além de recorrer a trabalhos na área específica da História da Saúde