Adolescentes abrigados: diferentes formas de subjetivação frente ao futuro

Abstract

A prática de acolhimento de crianças e adolescentes em ambiente institucional é ainda muito presente no Brasil, e o estudo desse tema é bastante precário no país. Essa pesquisa se propôs a dar voz aos adolescentes abrigados, através de um estudo de caso. Esse estudo parte da Teoria da Subjetividade de González Rey (2003, 2005, 2007). Essa construção teórica busca distanciar-se da visão dicotômica entre os processos de subjetivação individual e o sistema de relações sociais. Considerando essa base teórica escolhida para essa pesquisa, optou-se por usar a Epistemologia Qualitativa proposta por González Rey (2005). Afirmamos que é possível que os adolescentes que vivem em entidades de acolhimento se constituam enquanto sujeitos de forma que facilite a geração de alternativas psicológicas saudáveis. E é igualmente possível, também, que a subjetividade configurada dificulte a geração dessas alternativas, transformando-se em uma psique geradora de danos. As formas de subjetivação em relação ao futuro estarão também atreladas a essa complexa organização. A universalização das formas de constituição subjetiva não considera a singularidade dos processos que levam esses adolescentes a uma forma diferente de existência, desconsiderando o sujeito envolvido no problema e sua capacidade criativa e geradora de alternativas psicológicas

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