'Universidad de Sevilla - Secretariado de Recursos Audiovisuales y Nuevas Tecnologias'
Abstract
Neste artigo argumentamos que o modelo tradicional de selecção de pessoal, enquanto conjunto de
regras e normas estruturadas, não parece ser suficiente para explicar a decisão de selecção. Existe
evidência de que os responsáveis pela selecção estão sujeitos à influência de condições exógenas e
endógenas ao próprio processo de selecção. Começamos por descrever o modelo tradicional de
selecção e o modo como a racionalidade positivista se manifesta. Seguidamente discutimos os desafios
a este modelo, analisando o tipo de mudanças verificadas na natureza do trabalho e as suas
implicações nos critérios a utilizar e nos estudos de validade a desenvolver. Depois, percorremos os
domínios da psicossociologia organizacional e cognitiva, no quadro de referência da racionalidade
limitada e do comportamento político. Em terceiro lugar, analisamos a selecção enquanto processo
sócio-cognitivo, sujeito a um conhecimento tácito ou intuitivo, resultante da experiência mais ou
menos ampla do seleccionador em contextos semelhantes.The paper discusses the insufficient role of traditional rationality model in explaining personnel
selection decision. These decisions are dependant of several exogenous and endogenous conditions of
selection process. We began by describing traditional selection model, and the way positivistic
rationality is visible. We proceed by explaining the different challenges to this model. The increasing
change in work nature demands new work criteria and different validity research. The bounded
rationality framework and individual political agendas also contribute to explain the shift from
traditional model. Finally we analyze selection as a socio-cognitive process, subject to tacit or implicit
knowledge from more or less broad decision maker experience