Os vírus são microrganismos submicroscópicos de dimensões ínfimas, medindo
entre 20 e 300 nm. São destituídos de metabolismo próprio e por isso considerados
parasitas intracelulares obrigatórios. Reconhecidos como partículas filtráveis, Existem em
formas variadas. São constituídos por ácidos nucléicos, DNA ou RNA, proteínas e lipídios.
São encontrados em formas de simetria icosaédrica e helicoidal. Conseguem penetrar no
organismo através de soluções de continuidade na pele ou através das membranas
mucoepiteliais. Uma partícula viral infecciosa liga-se à membrana celular e penetra na
célula hospedeira; ocorre o desnudamento do genoma viral e posterior replicação do vírus.
As mutações do DNA e RNA viral, que são alterações na sequência de bases do DNA,
ocorrem pelo processo de substituição de bases, deleção e mudança de fase de leitura. Na
genética a recombinação é um termo utilizado para descrever a troca de material genético
que venha a resultar num rearranjo de genes diferente do original. Na recombinação viral,
quando dois vírus geneticamente diferentes infectam uma célula podem ocorrer os
fenômenos de recombinação viral, complementação e mistura fenotípica. O vírus papiloma
humano – HPV, contém DNA de filamento duplo em configuração circular. Atualmente
mais de 70 genótipos do HPV já foram identificados. O genoma do HPV contém dois tipos
de molduras abertas de leitura (ORFs [o equivalente viral dos “genes”]): precoce e tardio.
As ORFs precoces de transcrição (E1, E2, e E4 até E7) regulam a replicação viral e
transformação da célula hóspede. As duas ORFs tardias de transcrição (L1 e L2) codificam
as informações relativas às proteínas capsides menores e maiores que recobrem o vírus. A
replicação dos HPVs ocorre nas camadas basais do epitélio e tem acesso às células
permissivas através de lesão e/ou abrasão. Os HPVs mucosotrópicos são encontrados
exclusivamente nos locais urogenitais ou bucorrespiratórios. As causas de condilomas
acuminados de exuberante proliferação é a infecção por HPV-6 ou 11 considerados
subtipos de baixo risco. Os subtipos de alto risco mais recorrentes são o 16 e o 18, que
estão relacionados ao carcinoma invasor do colo de útero, de pênis, de pele. A ciência tem
avançado, e tem trazido inúmeros métodos de detecção através da biologia molecular, tais
como: captura híbrida, PCR, southern blotting, hibridização in situ