Este artigo apresenta as histórias de vida consideradas em sua tripla função - investigadora,
formativa e testemunhal -, dentro do contexto de globalização econômica e câmbio epistemológico
das últimas décadas. Na primeira parte deste artigo comento sobre a dimensão investigadora do
enfoque biográfico-narrativo. Na segunda parte abordo as dimensões formativas e testemunhais das
histórias de vida em diferentes contextos (formação e desenvolvimento profissional de professores,
educação de adultos, trabalho genealógico e familiar, autobiografia educativa no meio universitário,
memória histórica e educação popular). Na terceira parte discuto algumas tendências da teoria
educativa e esboço as implicações que derivam do trabalho biográfico-narrativo para uma teoria
educativa crítica, rebelde e problematizadora. O artigo oferece uma perspectiva principalmente
européia, derivada de uma revisão da literatura em línguas inglesa, francesa, italiana, portuguesa e
espanhola