Institut de Creativitat i Innovacions Educatives de la Universitat de València
Abstract
Os valores da equidade, qualidade e justiça têm constituído, sobretudo desde a década de 60 do
século XX, questões centrais nas agendas de políticas públicas de educação das sociedades, em
particular das mais desenvolvidas.
Porém, e apesar do grande progresso que tem sido feito em termos de escolarização nas
últimas décadas, as desigualdades subsistem. Se levar as crianças para as escolas e alargar
a escolaridade obrigatória, progressivamente, parece ser relevante, importa, também, garantir
que elas adquiram os conhecimentos básicos necessários para a vida em sociedade em
infraestruturas de qualidade e mediante o exercício de uma cidadania plena num ambiente de
justiça e de inclusão social. Algo que não acontece em boa parte do mundo. Na estruturação
dos processos educacionais devem merecem atenção particular os grupos mais vulneráveis e
marginalizados (especialmente as crianças que vivem em condições mais fragilizadas e em países
afetados por conflitos, as crianças com deficiência e as raparigas) que são mais suscetíveis de
serem afetados pela falta de professores com formação adequada, de materiais de ensino e de
outras infraestruturas educacionais adequadas.
Esta comunicação problematiza, numa primeira parte, as questões da equidade, da inclusão
social e da qualidade educacional, no quadro dos «objetivos de desenvolvimento sustentável»
preconizados pela ONU para o horizonte 2030, evidenciando alguns dos principais desafios que
se colocam às sociedades, independentemente do seu grau de desenvolvimento. Na segunda
parte, identificam-se algumas pistas para a intervenção no quadro das políticas públicas
educacionais e das ações dos diversos atores educacionais em países desenvolvidos e em
países em desenvolvimento