Este artigo desenvolve-se em torno da leitura e da descodificação como exercícios que permitem formar não apenas uma opinião crítica bem fundamentada em relação a propostas estéticas validadas, como também outras propostas que nos estranham no quotidiano. Algumas ferramentas para a análise textual e a leitura literária, alguma predisposição para resolver positivamente o que nos choca, utilizam o caso do graffiti enquanto arte pública e acessível mesmo a quem não a procura como exemplo de possibilidade de interpretação do Mundo. O objetivo é que o processo de leitura, descodificação, interpretação que a arte pública oferece seja uma prática difundida e ensinada, de forma a que a sociedade democrática participativa continue o seu caminho de forma sustentável. As nossas referências são, sobretudo e entre outros, Umberto Eco, Itamar Even-Zohar e Vilém Flusser