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I. Sensação e existência

Abstract

A prioridade e irredutibilidade concedida à corporeidade e ao “sentir” numa “meta-física sensualista”, a busca reflexiva da ipseidade em torno de um sentimento de si como corpo senciente, a importância dada à sensação-sentimento como receptividade activa e criadora (nomeadamente a nível da experiência estética), a concepção do “coesse” como “união sentida” do “eu” ao “tu” no pensar da intersubjectividade são dados que nos permitem extrair do pensamento de Gabriel Marcel uma ampla filosofia do sentimento. O sentimento não será entendido subjectivisticamente como afecção passiva ou emoção e, para além de qualquer reducionismo psicologista, poderá assim revelar o alcance de uma intencionalidade ontológico-existencial. Na elaboração desta problemática, sublinha-se a particularidade de um método que transita do fenomenológico ao “híper-fenomenológico” face à “intuição obturada” do “mistério”.Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minh

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