Centro Transdisciplinar das Arqueologias do Instituto Politécnico de Tomar
Abstract
Traça-se um panorama do que foi, até ao momento, a investigação levada a efeito sobre o verdadeiro significado desta sugestiva epígrafe.
Procura-se, na segunda parte, propor uma interpretação que traz de inovador:
1) o facto de se optar pela atribuição ao medicus da oferta não de dinheiro nem de vinho mas sim do próprio altar;
2) a demonstração de que não estamos perante um fenómeno de interpretatio e o deus Esculápio é mesmo, portanto, a divindade romana;
3) a ideia de que Ianuarius agradece o privilégio de lhe ter sido concedida a honra de presidir às festividades;
4) a resolução – de forma que se crê definitiva – da leitura da linha 9, reconstituindo aí a palavra quinquatriduum. A panorama of the extensive research about CIL II 21, dedicated at Mirobriga, in the Lusitanian conventus Pacensis is given.
In the second part, the author advances a new interpretation of the inscription:
1) The medicus offered an ara and not something else (wine or money);
2) The Aesculapio’s deo designation isn’t a sign of roman interpretatio;
3) The city’s splendidissimus ordo gave to Ianuarius the Quinquatria’s presidence;
4) We must read quinquatriduum at lines 8-9