Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti (ESEPF)
Abstract
Partindo da etimologia do conceito de (in)exclusão, neste IV Congresso Internacional foi possível
refletir e repensar a nova questão social no(s) seu(s) sentido(s): a (in)exclusão como
proscrição e a (in)exclusão como exceção. Viajando pela historicidade do conceito, a nossa finalidade
mais global foi compreendê-la, percorrer os seus rostos, no seu fundamento ou origem,
para redescobrir as suas possíveis deslocações semânticas que acompanham as deslocações
percorridas pela humanidade, nomeadamente a partir das questões tecnológicas e humanistas,
propondo a educação como uma possibilidade de intervenção (socioeducativa e sociocomunitária).
Ser-nos-á possível concluir, com o contributo de todos os artigos aqui reunidos,
que à exigência de uma Educação autêntica deve corresponder uma prática de transformação
e uma cidadania integral. Trata-se de um apelo a uma reconstrução da identidade pessoal
e social que procura o sentido de si mesma na relação com o outro, relação que necessita
de ser educada, a ponto de incluir cada “Eu”. Este “Eu” é entendido como o ser-para-o-outro
que supera o rumor anónimo e insignificativo do ser – ser para o outro, significando a responsabilidade
ética por ele. Só esta Educação, que respeita a alteridade, que respeita a exceção
permite enfrentar realmente os desafios atuais da sociedade do conhecimento e em rede.
Consideramos que estamos no momento de perspetivar a construção de uma sociedade nova,
mediante a conversão das pessoas para a justiça e a solidariedade. A educação é a grande
construtora dos ideais humanos