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A Fenda Digital: TIC, NEE, Inclusão e Equidade

Abstract

Partindo da etimologia do conceito de (in)exclusão, neste IV Congresso Internacional foi possível refletir e repensar a nova questão social no(s) seu(s) sentido(s): a (in)exclusão como proscrição e a (in)exclusão como exceção. Viajando pela historicidade do conceito, a nossa finalidade mais global foi compreendê-la, percorrer os seus rostos, no seu fundamento ou origem, para redescobrir as suas possíveis deslocações semânticas que acompanham as deslocações percorridas pela humanidade, nomeadamente a partir das questões tecnológicas e humanistas, propondo a educação como uma possibilidade de intervenção (socioeducativa e sociocomunitária). Ser-nos-á possível concluir, com o contributo de todos os artigos aqui reunidos, que à exigência de uma Educação autêntica deve corresponder uma prática de transformação e uma cidadania integral. Trata-se de um apelo a uma reconstrução da identidade pessoal e social que procura o sentido de si mesma na relação com o outro, relação que necessita de ser educada, a ponto de incluir cada “Eu”. Este “Eu” é entendido como o ser-para-o-outro que supera o rumor anónimo e insignificativo do ser – ser para o outro, significando a responsabilidade ética por ele. Só esta Educação, que respeita a alteridade, que respeita a exceção permite enfrentar realmente os desafios atuais da sociedade do conhecimento e em rede. Consideramos que estamos no momento de perspetivar a construção de uma sociedade nova, mediante a conversão das pessoas para a justiça e a solidariedade. A educação é a grande construtora dos ideais humanos

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