a) Baseado num trabalho apresentado oralmente no 7º Simpósio do Serviço de Psiquiatria do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca EPE, que teve lugar a 10 e 11 de Março de 2017.A história das classificações psiquiátricas norte-americanas ilustra o percurso classificatório que se iniciou nos anos 60 a partir do
caos em que estava imersa a questão do diagnóstico. Os dois primeiros sistemas (DSM-I e
DSM-II) estavam influenciados pela escola
psicoanalítica. Após a introdução do DSM-III
em 1980 emergiu o paradigma neo-Kraepeliniano e o modelo médico de doença. Apesar de
ter introduzido um maior rigor na definição
e descrição das entidades nosológicas, revelou
as suas limitações em termos da validade. As
criticas a este paradigma levaram à argumentação de que o sistema classificativo mostrava
sintomas de crise num sentido Kuhniano e,
por este motivo poderia ter chegado o momento de uma revolução paradigmática. A revisão
do DSM-IV e a implementação do DSM-5 em
2013 mostraram que este objectivo é, por enquanto, inalcançável. O resultado final é um
sistema “híbrido” que já demonstrou a sua vulnerabilidade tal o nível de crítica e refutação em cursoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersio