As lesões cutâneas são frequentes na diabetes mellitus, havendo um envolvimento da pele em cerca de 30 a 91% dos
doentes durante o curso da doença. Estas podem ser não infeciosas ou autoimunes, infeciosas ou resultar de complicações
do tratamento da diabetes, pelo uso de insulina ou outros antidiabéticos.
O crescente aumento na prevalência da diabetes mellitus tipo 2 e o advento, na última década, de novos antidiabéticos
orais e injetáveis com diferentes mecanismos celulares de atuação, justificam não só uma adequada orientação técnica sobre
a sequência de introdução de cada classe terapêutica, como o reconhecimento dos seus efeitos laterais, nomeadamente even-
tuais reações cutâneas adversas. A resolução destas dermatoses passa pela substituição farmacológica ou pelo aumento da
rotatividade do local onde se administra a insulina.
Os autores apresentam uma revisão da abordagem terapêutica da diabetes mellitus tipo 2, dando especial destaque às
possíveis reações cutâneas adversas aos hipoglicemiantes que hoje em dia temos ao nosso dispor.
A pesquisa bibliográfica foi realizada através de ferramentas eletrónicas de pesquisa avançada e não avançada das seguintes
fontes de dados: PubMed e Cochrane Library. Os artigos citados foram considerados os mais relevantes.info:eu-repo/semantics/publishedVersio