As iniciativas de colaboração interorganizacionais promoveram a partilha de dados, quer através de processos de integração, quer de interoperabilidade entre sistemas. Sistemas que inicialmente foram construídos para funcionarem de forma isolada, por diversos fatores evoluem para uma situação em que a sua sobrevivência depende do fator interoperabilidade com outros sistemas, mesmo que tecnologicamente heterogéneos. A área da saúde é um destes exemplos. Quando está em causa a partilha de dados pessoais, a privacidade destes dados é uma questão central, na maioria das vezes desconsiderada face à sua complexidade. Neste sentido, e através de uma investigação qualitativa e interpretativa baseada em estudo de casos, pretendeu-se estudar para o ambiente alargado de partilha de dados na área da saúde, além dos fatores técnicos, que outros fatores têm influência sobre a privacidade dos dados e são interoperáveis. Neste artigo é apresentado o resultado da investigação apenas para um destes fatores - a segurança