A persistente escalada do preço dos combustíveis fósseis à qual está associada uma enorme volatilidade de curto prazo, assim como as crescentes preocupações com as emissões de gases com efeitos sobre as alterações climáticas, alimentou nos últimos anos a discussão e as preocupações de política, do seu desenho e eficácia, sobre as possibilidades de substituição das fontes energéticas. O presente artigo pretende dar um contributo para essa discussão ao avaliar a hipótese da presença de memória longa na procura energética desagregada em Portugal. Usando dados mensais da Direção Geral de Energia e Minas (DGEM) e do Eurostat entre 1985 e 2011, os nossos resultados sugerem que não é possível rejeitar a hipótese da presença de memória longa na procura de energia agregada e desagregada (petróleo e derivados, eletricidade, carvão e gaz), com reversão para a média de forma muito lenta. resultados têm importantes implicações de política, pois sugerem que os choques de política têm efeitos permanentes na procura energética em Portugal