Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas MonizAs doenças respiratórias permanecem como a maior causa de mortalidade a nível mundial. Os vírus respiratórios são, já há muito, conhecidos microrganismos envolvidos em patologia humana e a sua prevalência e consequente importância têm vindo a aumentar nos últimos anos, sendo atualmente considerados como uma ameaça de saúde pública emergente. Este facto deve-se por um lado ao desenvolvimento de vacinas para os principais patogénios respiratórios bacterianos e por outro ao aparecimento e introdução clínica de métodos de deteção mais específicos e sensíveis, como as técnicas de amplificação genética.
A maioria vírus respiratórios humanos apresenta oscilações sazonais e são transmitidas dentro da espécie, podendo existir casos peculiares microrganismos zoonóticos que se tenham adaptado ao organismo humano. As famílias de vírus com maiores índices de morbilidade são a Paramyxoviridae, destacando-se o vírus respiratório sincicial e o parainfluenza humano, a Orthomyxoviridae, vírus influenza, e a família Picornaviridae, representada pelo rinovírus humano.
A terapêutica específica antiviral não sofreu grandes avanços nos últimos tempos, continuando a maioria dos tratamentos a ser sintomática. O uso de fármacos antivirais acarreta elevado risco de toxicidade com efeitos adversos severos, estando portanto o seu uso restrito para doentes com maiores fragilidades ou pior prognóstico