Ao descrever muitas das obras dos séculos XVIII e XIX, os musicólogos, para indicar uma força, utilizam
metáforas indicadoras de energia.
Esta comunicação pretende clarificar o fenómeno energético em algumas obras musicais pertencentes a estes
dois séculos da história da música. Tentaremos identificar todos os elementos ou processos musicais que
produzem essa sensação de energia: a manifestação, no interior de um discurso musical, de uma mudança
rápida e/ou radical; a criação de um estado de extrema tensão; o surgimento de uma situação paradoxal.
A análise e funcionamento dessa energia, de facto, não depende de nenhum léxico musical, pondo algumas
dificuldades metodológicas. A energia intervém na composição musical de uma obra. De facto, a unidade que
define a energia é formada pela combinação de massa, tempo e espaço. Nesse sentido, factores tais como a
dinâmica, a altura, o ritmo, a velocidade e o registo, serão estudados