Almeida Garrett é um marco incontornável do Romantismo Português e da moderna literatura portuguesa. Na senda do Romantismo teórico Iéna, Garrett tem consciência plena do verdadeiro significado da "revolução romântica". Estes românticos inscrevem a crise da literatura e do sujeito no centro das suas próprias experiências literárias. Entendem a escrita como uma processualidade e o sujeito literário como um sujeito "em processo. A análise pormenorizada do córpus paratextual seleccionado permite mostrar de que forma essa consciência crítica da prática da escrita e da complexidade inerente ao processo de construção da identidade literária se traduz em Garrett, como nos Românticos de Iéna e nos escritores da Modernidade, numa busca do "Absoluto Literário" que mais não é do que "a verdadeira e bela arte", nas palavras do próprio Garrett, ou "les chances et la possibilité du classique dans la modernité.", conforme dizem Lacoue-Labarthe e Nancy