research

Quando falamos de amor: vivências afetivas na produção de intelectuais negras

Abstract

1º Congresso Internacional Epistemologias do Sul: perspectivas críticas - 7 a 9 de novembro de 2016, realizada pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA).As experiências no âmbito da sexualidade e da afetividade são, ao mesmo tempo, subjetivas e sociais, pelo qual se prestam à compreensão de como se conformam as intersubjetividades e as estruturas e hierarquias sociais, tais como aquelas articuladas em torno de gênero e raça. Formulações interpretativas largamente aceitas sobre a sociedade brasileira atribuem à afetividade e à sexualidade papéis centrais nas descrições e interpretações que propõem. Autores clássicos das Ciências Sociais, como Gilberto Freyre, tomaram os altos índices de miscigenação da população brasileira como indicadores da “amenidade” das relações raciais no Brasil, recorrendo a imagens de “viris” portugueses e “lúbricas” negras e indígenas; Thales de Azevedo identificou uma “troca de status” (entre classe e raça) na preferência de “mulatos” em ascensão social por mulheres brancas para o casamento, na Salvador dos anos 1950; Florestan Fernandes considerou “frouxos” os laços entre homens negros e mulheres negras na sociedade paulista da mesma época

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