Série Pós-Graduação, v. 13O trabalho de memória publicado neste livro é resultado de encontros narrativos que ocorreram durante um ano, no qual foi possível pensar a respeito de memórias asiladas. Memórias de pessoas
deslocadas do centro social produtivo, apartadas da memória viva em movimento. Contudo, é nesse lugar “de lembrar” ao qual se referem Halbwachs (1925) e Bosi (2009), que o idoso do Asylo2
aguarda alguém que vá lhe visitar para poder compartilhar suas histórias e revivê-las na imaginação.
A fotografia, nesse processo, é também um convite para pensar a terceira idade, sobretudo no que diz respeito ao status do idoso na sociedade contemporânea e a sua potencial inclinação como narrador de memórias do passado.
Finalmente, destaca-se que a partir desta pesquisa foi possível
identificar a categoria “patrimônio afetivo” como elemento
fundamental para compreender a relação memorial que os idosos
do Asylo estabelecem com seu passado, seus objetos de memória e
suas fotografias no presente