Tese de mestrado, Medicina Dentária, Universidade de Lisboa, Faculdade de Medicina Dentária, 2011A displasia fibrosa em conjunto com as displasias ósseas dos maxilares representam o grupo das displasias fibro-ósseas. Estas, apesar de partilharem as mesmas características histopatológicas e apresentarem uma substituição de osso normal por tecido fibroso e conjuntivo, diferem nas suas manifestações clínicas, no seu comportamento e têm abordagens terapêuticas diferentes. A displasia fibrosa é uma doença genética rara dos ossos e pode ser dividida em 3 subtipos: a monostótica, que afecta um único osso, a poliostótica, que afecta diversos ossos concomitantemente e a craniofacial quando envolvem múltiplos ossos craniofaciais. Nos maxilares é caracterizada por uma expansão óssea assimétrica e geralmente assintomática da área afectada envolvendo maioritariamente a maxila. O seu tratamento consiste em três abordagens diferentes que envolvem a monitorização evolutiva, a terapêutica cirúrgica e a terapêutica medicamentosa. As displasias ósseas são um grupo de lesões, idiopáticas, não-neoplásicas, localizadas nas áreas de suporte dos dentes ou no processo alveolar edêntulo dos maxilares. São mais frequentemente diagnosticadas em mulheres de raça negra e de meia idade e apresentam-se sobre três formas clínicas: a displasia óssea focal, a displasia óssea periapical e a displasia óssea florida. Apesar das DO aparentemente representarem apenas variantes do mesmo processo patológico, são diferenciadas com base em características clínicas e radiológicas e na extensão do envolvimento das zonas afectadas. No seu diagnóstico, para além da análise clínica e radiográfica, os dados demográficos juntamente com a realização de testes de vitalidade são importantes parâmetros de diagnóstico. As diferentes formas de DO são geralmente auto-limitadas e assintomáticas e por isso não requerem qualquer tipo de tratamento a não ser que ocorram complicações, nomeadamente infecção do osso esclerótico. É importante o médico-dentista estar familiarizado com este tipo de lesões de maneira a proporcionar o melhor tratamento e orientação possíveis.Fibrous dysplasia in combination with bone dysplasia of the jaws represent the group of fibro-osseous dysplasias. Though they share the same histopathologic features and present a replacement of normal bone by fibrous tissue and connective tissue, the latter differ in their clinical manifestations, in their behavior and have different therapeutic approaches. Fibrous dysplasia is a rare genetic disorder of the bone and can be divided into three subtypes: the monostotic, which affects a single bone, the polyostotic, affecting several bones simultaneously and the craniofacial, when they involve multiple craniofacial bones. In the jaws, it is characterized by an asymmetric and usually asymptomatic bone growth in the affected area mainly involving the maxilla. Its treatment consists of three different approaches involving the monitoring of its evolution, surgical therapy and drug therapy. The osseous dysplasias are a group of idiopathic, non-neoplastic disorders, located in the support areas of the teeth or in the alveolar process in edentulous jaws. They are most frequently diagnosed in black and middle-aged women and are presented under three clinical forms: a focal osseous dysplasia, periapical osseous dysplasia and florid osseous dysplasia. Although do apparently represent mere variants of the same disease process, they are differentiated based on clinical and radiological characteristics as well as the extent of involvement of the affected areas. In its diagnosis, besides clinical and radiographic analysis, demographic data along with the testing of vitality are important diagnostic parameters. The different forms of osseous dysplasias are generally self-limited and asymptomatic and, therefore, require no treatment unless complications occur, namely the infection of the sclerotic bone. It is important that the dentist is familiarized with this type of disorders so as to provide the best possible treatment and guidance