Trabalho Final do Curso de Mestrado Integrado em Medicina, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 2019O linfoma anaplásico de grandes células associado a implantes mamários é uma entidade específica, recentemente reconhecida na quarta edição da Classificação de Tumores de Tecidos Hematopoiéticos e Linfóides da Organização Mundial da Saúde, em 2016. É um linfoma de células T de crescimento lento e incomum, com morfologia e imunofenótipo semelhante ao linfoma anaplásico de células grandes, quinase-negativo. No entanto, a apresentação e o tratamento são únicos. O linfoma anaplásico de grandes células associado a implantes mamários apresenta-se frequentemente como um seroma unilateral confinado à cápsula de um implante mamário de superfície texturizada, com tempo de apresentação médio de 9 anos após a colocação dos implantes. Embora siga um curso clínico indolente, este tipo de linfoma tem o potencial proliferar, formando uma massa, que pode invadir localmente a cápsula até o parênquima mamário ou tecido mole e/ou se espalhar para os linfonodos regionais. Na maioria dos casos, um explante com uma capsulectomia completa, removendo todo o tecido afetado, sem necessidade de quimioterapia, é considerado curativo e confere um excelente prognóstico de sobrevida. Apresento uma revisão teórica do linfoma anaplásico de grandes células associado a implantes mamários, incluindo história, epidemiologia, características clínicas, exames de imagem e patologia, mecanismos patogénicos, modelo de progressão, terapia e seguimento.Breast implant-associated anaplastic large cell lymphoma is a newly recognized provisional entity in the 2016 revision of the World Health Organization Classification of Tumors of Hematopoietic and Lymphoid Tissues. It is an uncommon, slow growing T-cell lymphoma with morphology and immunophenotype similar to anaplastic lymphoma kinase-negative anaplastic large cell lymphoma. However, its presentation and treatment are unique. Breast implant-associated anaplastic large cell lymphoma often presents as a unilateral effusion confined to the capsule of a textured-surface breast implant, with a median time of 9 years after the initial implants have been placed. Although it follows an indolent clinical course, breast implant-associated anaplastic large cell lymphoma has the potential to form a mass, to invade locally through the capsule into breast parenchyma or soft tissue and/or to spread to regional lymph nodes. In most cases, an explantation with a complete capsulectomy removing all disease without chemotherapy is considered to be curative and confers an excellent event free and overall survival. Here we provide a comprehensive review of breast implant-associated anaplastic large cell lymphoma, including history, epidemiology, clinical features, imaging and pathology findings, pathologic handling, pathogenic mechanisms, model for progression, therapy and follow up