research

Contextos, Experiências e Significados em torno da Presença do Homem (Pai) no Parto: realidades e desafios

Abstract

Em Portugal, desde 1985 que é reconhecido à mulher grávida o direito a ser acompanhada durante o trabalho de parto pelo “futuro pai” (Lei n.º 14/85, de 6 de Julho). Apesar deste reconhecimento legal, não são todos os homens (pais) que assistem ao nascimento dos (seus) filhos. Este artigo pretende contribuir para um conhecimento simultaneamente mais informado e aprofundado sobre realidades e desafios em torno dos contextos, experiências e significados que envolvem a presença (e ausência) do homem (pai) no parto. Foi realizado um estudo quantitativo, descritivo, não experimental e transversal, desenvolvido no âmbito da unidade curricular “Sociologia e Antropologia da Família” do Curso de Mestrado de Enfermagem em Saúde Materna e Obstetrícia na Universidade de Évora (Portugal). Um inquérito por questionário, auto-administrado, foi aplicado por via electrónica através da plataforma LimeSurvey® a uma amostra não probabilística, constituída on-line por 271 indivíduos (homens e mulheres) que foram pais na sequência de um parto realizado numa instituição de saúde (pública ou privada) em Portugal, entre 2010 e 2016. A análise dos dados aponta para uma pluralidade e diversidade de contextos, experiências e significados atribuídos à presença (e ausência) do homem (pai) no parto, sustentando assim a tese de que a presença do homem (pai) no parto acompanha de perto o processo de individualização, para o qual concorrem os subprocessos de sentimentalização e privatização

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